terça-feira, outubro 09, 2012


Buscando Poesias

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Ao Longe Vem a Tarde
No Laranjado Que Tanto Busco Poesia,
Dos Remotos Sons Do Dia,
Descresse sonhos Em Vitorias Regias.

Flutuando Mentes Navegando As Pessoas,
Tumultuando Quilômetros De Lentidão,
Revendo As Nuvens Que Vão.

O Quanto Busco Poesia Em Árvores
Jogada De Suas Folhas No Chão,
Varrendo-se Ao Lixo De Pequenas Palavras Estragadas.

O Quanto Busco Poesias Na Rua, No Ar, No Rio Do Mar
Nesse Mundo Em Pensamentos Sonhados,
Manipula o Novo Remo Para a Navegação Humana.

Busco Poesias Em Postes.

segunda-feira, julho 23, 2012


No Mudo Mundo

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Li Em Cada Gota Despercebida
O Resto Acorrentado, à Letra Empoeirada,
E o Tempo Desgastando e Deixando Suas Marcas,
O Vento Nos Trouxe Pessoas Conformadas,
Transbordando Palavras Vivas de Embaraços,
Cada Gesto, Cada Grão De Falas Desafinadas,
Vem De Respostas Enroscadas Em Cercas,
Encarecida De Faces, Maquiando Os Sorrisos De Retalhos,
Velhos Panos Amontoados Encharcado De Manchas Do Trabalho,
De Uma Pessoa Corada Há Calar e Retalhar Suas Expressões,
Apreendendo o Tempo Em Falta de Pensamento,
Enfim Olhar o Céu Em Silêncio Em Contemplação Da Chuva. 

quarta-feira, julho 18, 2012


Nada Mais

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Nada Mais Na Lente Da Mosca
Pousar Em Seus Papeis
De Um Zumbido, Refrescar Os Ouvidos,
Afinando, Talvez Gritando
Ao Relevo De Resmungos.

Belas Imagens

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Não Posso Esquecer-me
As Coisas Belas e Passadas
As Flores Da Brisas De Aromas
As Promessas De Infinitas Cores.

Não Posso Me Esquecer
Desse Ar Dessa Lagrima
Da Saudade De Versa Distancia
O Profundo Amor Em Lençóis De Palavras

Não Posso Esquecer-me
Da Janela Aberta Do Sorriso Largo
Na Canção Rica Em Arte
De Cada Letra Da Frase Viva de Lírios.


sexta-feira, julho 06, 2012


O Dia

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Uma pessoa anda com seus passos calmos,
tão pálida do dia seco, nesse alvorecer do sol se pondo em horas,
carros andam descendo e subindo essa cidade,
ao verde de palavras sem vozes,
os pássaros se poem na árvore da noite,
o mar em picos desgastados
 que vão em gritos cansados ao véu de nuvens.

segunda-feira, julho 04, 2011


Onde esta as coisas

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Meus olhos estão se fechados
Com vidros embaçados
Não vejo onde esta a árvore
Não sei onde anda o sol
E as verdes ramagens não sei se estão mortas
Ou arrancadas do jardim
Como sei onde esta a porta
Parou em meus pés porque bati a cabeça
Eu não sabia onde estava a porta.
[ Cintia Mara da Silva ]

quinta-feira, maio 26, 2011


Formando Versos

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Brincando de poesia com meu amigo Ely ..... Blog do Ely



ely diz:

Coração de poeta é sonhador
Cintia diz:
eu sonho o que convém a minha mente,
ely diz:
o sonho se defende da dor
Cintia diz:
e a vida na alma
ely diz:
só quem vive é que sente
Cintia diz:
a esperança que o vento os deixe leve
ely diz:
a esperança uma prece da mente
Cintia diz:
e as flores de um jardim os leva a frente
ely diz:
a estrada florida, o sol poente
Cintia diz:
no mar onde flutua as ondas quebradas á praia
ely diz:
areia de sonhos que não se espalha
Cintia diz:
ó areia, o quanto eu queria tirar de meus olhos
ely diz:
e ver no horizonte o raiar do meu dia
Cintia diz:
que fosse limpo com nuvens coloridas de um amanhecer,
ely diz:
que fosse a brisa que me afaga, me chamando a viver
Cintia diz:
a um sonho irreal de acontecer, no real que vivo
ely diz:
há uma magia que desfaz o breu
Cintia diz:
da noite que se levanta, ó solidão
ely diz:
dos passos dados em vão
Cintia diz:
vou indo a madrugada ao velho amanhecer dos dias
ely diz:
vou indo buscar a minha nostalgia
Cintia diz:
e recomeçar tudo de novo.
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 ely diz:

buscando dias melhores, dias melhores virão,
Cintia diz:
e dias piores viram com raiva dos melhores
ely diz:
depende de nos, do que somos,
se sou folha, vagarei no vento
Cintia diz:
se sou peste vagarei sem mundo
ely diz:
se sou ar expirarei
Cintia diz:
mas sempre me reservara longiquos caminhos
ely diz:
de pedras e flores, amores e espinhos
Cintia diz:
e tera uma pedra que cairei no caminho, e não me levantarei de sono
ely diz:
e habitará o amor em meu abandono
Cintia diz:
e meu ultimo suspiro, respiro, desespero da morte
ely diz:
como meus versos, singelos, a despeito da sorte
Cintia diz:
um ultimo verso que contara, nem saberei se eu existi
ely diz:

mas as estrelas Saberão que vivi.