segunda-feira, setembro 20, 2010


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O vento me deixou vazia,
Não penso, não invento o passado,
Pois me arrancou um navio,
Naufragou e morreu os corpos,
Dos piratas que roubam o vinho
Das uvas e dos mendigos,
Que voa feito um passarinho. 
[ Cintia Mara da Silva ]

sábado, setembro 11, 2010


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vivo
para
morrer,
como
um velho
que acabou
de nascer
do velho
que morreu depois.
[ Cíntia Mara da Silva ]

quinta-feira, setembro 09, 2010


Na mesma lágrima (Pessoas)

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Voais embora
para rir,
voais nas nuvens
para chorar,
e beberá
minhas lágrimas
quando cair,
e chorará também
as lágrimas
das outras lágrimas
que eu bebi.
[ Cíntia Mara da Silva ]

sexta-feira, setembro 03, 2010


O Desenho

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--> Desenho feito por Luiz Guilherme 
Não significaria nada!











Quero mãos com garras fortes
Quero o tempo despejando a vida,
Quero apenas o que é normal,
Não quero ser experiência científica,
Mesmo assim tento sorrir,
Despejando o rio que há em mim.
[ Cíntia Mara da Silva ]

quarta-feira, setembro 01, 2010


Poeta 1

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Sou
poeta-bicho,
do ser
que me
inventou.
[ Cíntia Mara da Silva ]

terça-feira, agosto 31, 2010


Sono n°2

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Dormi nas ondas do mar
lustrada com margens de algas planas,
em seu fundo da baleia zangar
rugiu um elefante atravessando continentes,
rugiu um leão no fundo das nuvens 
e secou o vento que nadou nas ondas surfante.


O sono arregalando os sonhos,
Irritando vá-ga-lu-me com insônia,
era noite do dia, dia calando a noite,
busca da linha perdida, busca do sabido bêbado,
risca a estrela que rasgou a noite
o cenário do dia fez o leito da noite.
[ Cíntia Mara da Silva ]

quinta-feira, agosto 26, 2010


Ilusório

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Perdeu-se  o efeito de ilusório,
A marca da infância cicatrizada
Jogou a árvore ao céu amarelado,
Rimou com as nuvens vazias lesadas,
Escapando pelo espaço disperso
Crescia em roda do dia comido,
Crescia o século desgovernado,
Morria comendo o amasso da noite,
Morria do século avançando do dia.
[ Cíntia Mara da Silva ]