sábado, fevereiro 20, 2010


Silêncio

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Silêncio madrugada,
só os grilos e as estrelas,
surgindo, renascendo da noite,
nesse ar puro, das arvores ressonando sono.
Silêncio madrugada,
o jardim não é mais tranqüilo,
a multidão fez a festa,
sem reclamar de nada
o besouro na moita,
voando, voando.
Silêncio madrugada,
ninguém fala,
só os insetos movem
um simples barulho na estrada.
Silêncio, silêncio,
nem respeitam o sono
de muita gente,
me deixa escrever
um verso bem baixinho,
para que eu possa me recordar.

[ Cintia Mara da Silva ]

Sem Nome

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O ar desce fresco nas brisas no sol o aquecendo,
Transparente, que carrega a poeira do sertão,
E minha avó indo, caminhando pela estrada, onde tem um pé lima,
O vento tão fresco, e ela com frio de medo,
E eu na cadeira observando, imaginando caminhar sobre as águas,
Como seria divertido se pudesse avo ar sobre as nuvens.

[ Cintia Mara da Silva ]

domingo, fevereiro 07, 2010


Viagem Para Outro Lugar

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Um novo poema sem começo,
E eu aqui sonhando versos,
Das estrelas que ao escurecer,
Finge brilhar a lua, no pequeno lago.


A madrugada que chega de repente, logo
Amanhece claro dia pela manhã sereno,
E os cisnes brancos viajam,
Para o outro lago, que existia em outro canto.


Si mesmo os versos andassem,
Por um mundo vazio pequeno sem chama,
Da lava de um dos vulcões explodiriam, sabendo
Que viajariam os poemas também para outro canto.


A si de andares pelos escuros,
Medo do que não direi o menos perguntasse,
Prefiro a primavera das flores do jardim,
Que enriquece nossa memória, e os versos que não tem fim.


[ Cintia Mara da Silva ]

sexta-feira, fevereiro 05, 2010


Sou EU (Um triste Poema)

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Sou eu,
dos versos sem vida,
com um orvalho
do nevoeiro sombrio,
nada posso fazer.
Sou eu
só, vou-me embora
sem rumo,
pelo jardim
na árvore
onde se esconde
as corujas sem nome.
Sou eu,
diferente, ridículo,
meus versos sem vida,
simplesmente
sem sentido,
e o silencio das palavras
triste,
deixa-me confusa.
Sou eu
fugindo
da escrita,
que ainda não entendo,
que sai e entrando no buraco,
e de novo e de novo
na mente repensando.
Sou eu
mesma dando um sorriso
pra ver outro sentido
e melhorar sempre...


[ Cintia Mara da Silva ]

quarta-feira, fevereiro 03, 2010


Definição

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Uma parede dura, fria,
Com tinta branca que desabou,
Foi sim, a madeira da árvore por ser
Só uma arvore, morreu sem
Ter vivido ou conhecido,
E foi assim, fechado na checa o gado
Morreu.

A mesma nota é dada a todas
As outras paredes tortas,
De ser uma flor bela,
E murchar perdido em algum planeta,
Fugindo das coisas pouco a pouco desaparecendo.

[ Cintia Mara da Silva ]

terça-feira, fevereiro 02, 2010


Poderia ter Chovido

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Até o dia amanhecido,
Que calor, não chove,
Porque não fica nublado,
Pelo menos hoje pra refrescar a memória.

[ Cintia Mara Da Silva ]

Mundo Gelado

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Só ouvi o silencio da cidade
Começou outro barulho
Que neve que caiu na cidade
Se eu fui La fora e tava nublado.

Que cidade está nevando
A não ser nos pólos gelado,
Será que sou apenas uma imagem,
Ou um retrato que congelou minha mente.

[ Cintia Mara Da Silva ]