sexta-feira, setembro 03, 2010
O Desenho
--> Desenho feito por Luiz Guilherme
Não significaria nada!
Quero mãos com garras fortes
Quero o tempo despejando a vida,
Quero apenas o que é normal,
Não quero ser experiência científica,
Mesmo assim tento sorrir,
Despejando o rio que há em mim.
[ Cíntia Mara da Silva ]
quarta-feira, setembro 01, 2010
terça-feira, agosto 31, 2010
Sono n°2
Dormi nas ondas do mar
lustrada com margens de algas planas,
em seu fundo da baleia zangar
rugiu um elefante atravessando continentes,
rugiu um leão no fundo das nuvens
e secou o vento que nadou nas ondas surfante.
O sono arregalando os sonhos,
Irritando vá-ga-lu-me com insônia,
era noite do dia, dia calando a noite,
busca da linha perdida, busca do sabido bêbado,
risca a estrela que rasgou a noite
o cenário do dia fez o leito da noite.
[ Cíntia Mara da Silva ]
lustrada com margens de algas planas,
em seu fundo da baleia zangar
rugiu um elefante atravessando continentes,
rugiu um leão no fundo das nuvens
e secou o vento que nadou nas ondas surfante.
O sono arregalando os sonhos,
Irritando vá-ga-lu-me com insônia,
era noite do dia, dia calando a noite,
busca da linha perdida, busca do sabido bêbado,
risca a estrela que rasgou a noite
o cenário do dia fez o leito da noite.
[ Cíntia Mara da Silva ]
quinta-feira, agosto 26, 2010
Ilusório
Perdeu-se o efeito de ilusório,
A marca da infância cicatrizada
Jogou a árvore ao céu amarelado,
Rimou com as nuvens vazias lesadas,
Escapando pelo espaço disperso
Crescia em roda do dia comido,
Crescia o século desgovernado,
Morria comendo o amasso da noite,
Morria do século avançando do dia.
[ Cíntia Mara da Silva ]
Sono n°1
Estou com sono desse mundo,
De assistir o reto de um triângulo,
Uma música quadriculada que zumbe
E essa politica em círculos retorcendo o depois,
Solida língua e clara, o mesmo bilhete comprado,
A mesma cara que não tem rosto,
O flúor que mata suas bactérias
Não é flor, não é razão, é medo,
É lento, vagarosa lesma que rasteja,
É a matemática raptando os números,
Invisível camaleão dourado.
[ Cíntia Mara da Silva ]
quarta-feira, agosto 25, 2010
SÓ
Não me deixa só
Para o amanhã do amanhã,
Pois não existe um amanhã pra todos nós,
O tempo agora sim.
Não me deixa só
Caminhando caminhando voando
Onde a estrada acaba no fim
Depois que dormimos e não acordamos.
Não me deixa só
Com o vento trazendo derrotas
Para o fim de nossas esperanças,
Acreditamos no paraíso de flores na cor de uma rosa.
Não me deixa só
Parada no canto chorando,
Triste olhando o nada
No mar com azuis profundo clarão da lua transparente aurora.
Más não me deixa aqui!!
[ Cíntia Mara da Silva ]
quinta-feira, agosto 12, 2010
Terror em Filmes
Terra dos mortos atordoados,
Vivas, e arrancadas do nada,
De gritos, que gritam e sussurram,
E ao mesmo, a porta que se fecha,
Com um vento estranho,
Que me dão calafrio aos nervos
Da pele assustada.
Superam seus medo,
Pois o pior vem depois,
Que se encontram
Frente a frente do morto,
Que morreu dias atrás,
Contaminado pelo outro
Que o levou-o embora,
E deixou saudades e esperanças
Até o fim da noite clarear,
Para sempre nunca esquecerei
Que um dia estarei ali também,
E morrerei sem duvidas.
[ Cíntia Mara da Silva ]




