Hoje o céu tinha poucas nuvens,
o seco lhe fez ir embora correndo,
fugir para o fresco clima respirar.
A tantas partidades que se cura no ar...
Afogando-me o peixe azul que eu iria comer no almoço.
Brisas rivais da terra rachada de problemas! Problemas de mais, problemas que eu queria resolver...
Hoje o céu tinha poucas nuvens
e eu aqui sentada me regando no mar...
A quantas terras amanhecendo em fria brancura.
Os olhos me cegam o leito fadiga-do
E essa janela me via do outro lado encalhando a baleia que não sabe nadar.
Eu era a flor que se acabou no ar, que me trouxe o cheiro do mar...
Hoje o céu tinha poucas nuvens
e no alto parecia voar o lixo que comemos ontem.
O fundo marrom e amarelo foi engolido como dia atormentado.
E não chovia as nuvens que passavam
diante de um céu marrom amarelado.
[ Cintia Mara da Silva ]
sexta-feira, outubro 01, 2010
segunda-feira, setembro 20, 2010
..
O vento me deixou vazia,
Não penso, não invento o passado,
Pois me arrancou um navio,
Naufragou e morreu os corpos,
Dos piratas que roubam o vinho
Das uvas e dos mendigos,
Que voa feito um passarinho.
[ Cintia Mara da Silva ]
sábado, setembro 11, 2010
...
vivo
para
morrer,
como
um velho
que acabou
de nascer
do velho
que morreu depois.
[ Cíntia Mara da Silva ]
quinta-feira, setembro 09, 2010
Na mesma lágrima (Pessoas)
Voais embora
para rir,
voais nas nuvens
para chorar,
e beberá
minhas lágrimas
quando cair,
e chorará também
as lágrimas
das outras lágrimas
que eu bebi.
[ Cíntia Mara da Silva ]
sexta-feira, setembro 03, 2010
O Desenho
--> Desenho feito por Luiz Guilherme
Não significaria nada!
Quero mãos com garras fortes
Quero o tempo despejando a vida,
Quero apenas o que é normal,
Não quero ser experiência científica,
Mesmo assim tento sorrir,
Despejando o rio que há em mim.
[ Cíntia Mara da Silva ]
quarta-feira, setembro 01, 2010
terça-feira, agosto 31, 2010
Sono n°2
Dormi nas ondas do mar
lustrada com margens de algas planas,
em seu fundo da baleia zangar
rugiu um elefante atravessando continentes,
rugiu um leão no fundo das nuvens
e secou o vento que nadou nas ondas surfante.
O sono arregalando os sonhos,
Irritando vá-ga-lu-me com insônia,
era noite do dia, dia calando a noite,
busca da linha perdida, busca do sabido bêbado,
risca a estrela que rasgou a noite
o cenário do dia fez o leito da noite.
[ Cíntia Mara da Silva ]
lustrada com margens de algas planas,
em seu fundo da baleia zangar
rugiu um elefante atravessando continentes,
rugiu um leão no fundo das nuvens
e secou o vento que nadou nas ondas surfante.
O sono arregalando os sonhos,
Irritando vá-ga-lu-me com insônia,
era noite do dia, dia calando a noite,
busca da linha perdida, busca do sabido bêbado,
risca a estrela que rasgou a noite
o cenário do dia fez o leito da noite.
[ Cíntia Mara da Silva ]




